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PRECISO DE UMA EMBALAGEM SUSTENTÁVEL, E AGORA?

A sociedade espera que o profissional de embalagem crie soluções para preservar o futuro do planeta. Parece exagero? Muito pelo contrario. A embalagem é uma das mais poderosas ferramentas disponíveis para o desenvolvimento sustentável. Junto com o desafio vêm também a oportunidade e a responsabilidade. Empresas com ações reconhecidamente sustentáveis já estão sendo premiadas ao passo que outras vêm pagando o preço do descaso.

Mas qual é a alternativa mais sustentável? Não existe fórmula mágica. O profissional de embalagem precisa entender os fundamentos e tomar decisões informadas, evitando os riscos de reputação relacionados ao que equivocadamente possa “parecer sustentável”.
Foi justamente com o objetivo de aparelhar o profissional de embalagem que a ESPM montou para 2010 o curso intensivo Embalagem & Sustentabilidade. Ao longo das trinta horas do curso o aluno irá adquirir conhecimento suficiente para liderar um projeto de embalagem sustentável do começo ao fim. Além de entender os mecanismos de mensuração o aluno será capaz de identificar melhorias, fundamentá-las com dados e desenvolver estratégias de comunicação eficientes e eficazes. O aluno participará de aulas teóricas, discussões, estudos de campo e terá a oportunidade de desenvolver um projeto completo de embalagem sustentável. Dentre os conceitos trabalhados serão cobertos a metodologia da Análise do Ciclo de Vida (ACV), design for sustainability e marketing da sustentabilidade aplicado à embalagem.
Existe embalagem sustentável? É muito fácil identificar os impactos diretos relacionados à produção, transporte e descarte das embalagens. Uma análise guiada pelo que “parece sustentável” aponta rapidamente para a necessidade de redução ou até eliminação das mesmas. Desse pensamento nasceu o programa dos 3Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. Fique claro que não há nada de mal em reduzir o impacto ambiental das embalagens, desde que elas continuem a cumprir a função de proteger o produto. Os conceitos de sustentabilidade aplicados à embalagem tem gerado confusão, por serem muito técnicos eles exigirem uma orientação mais precisa e qualificada.
Segundo o instituto Akatu mais de 30% do alimento comprado pelo consumidor brasileiro termina na lata do lixo. Esse dado é de extrema relevância, pois poucos sabem dos impactos ambientais relativos à sua produção e descarte. Como referencial, estima-se que produzir meio quilo de pão fatiado tenha potencial de efeito estufa superior a 200 gramas de CO2 enquanto a embalagem para protegê-lo não chega a 30. Isso sem contabilizar as emissões adicionais em CO2 e metano referentes à biodegradação dos restos de pão não consumidos. Desperdiçar 1/3 do alimento produzido gera um impacto ambiental gigantesco, impacto esse que deve ser estudado e mitigado também por meio da embalagem.
Mais e melhores embalagens podem ajudar a reduzir o desperdício de alimentos: Ao contrário do que se pensa o maior desafio em sustentabilidade não é reduzir o impacto ambiental da embalagem per se, mas explorá-la ao máximo com vistas a reduzir o desperdício de alimentos ao longo da cadeia. A embalagem é uma ferramenta para a redução de desperdícios e deve ser utilizada como tal. O caminho da sustentabilidade não passa pela maximização nem pela minimização da embalagem. A chave está na otimização, pois abemos que mais de 50% do lixo urbano no Brasil ainda é composto por resíduos orgânicos, na sua grande a maioria restos de alimentos.
Chega a hora do descarte: Esse é o fechamento de um ciclo, devendo receber especial atenção por parte do profissional de embalagem. As alternativas disponíveis para o fim de vida em determinada sociedade exercem grande influência na seleção dos materiais e formatos mais adequados. Informação de qualidade quanto às opções de descarte fazem-se essenciais dado que grande parte das críticas à sustentabilidade da embalagem origina-se no descarte inapropriado das mesmas no meio ambiente.
Sustentabilidade é sinônimo de oportunidade para as indústrias, mas também pode ser motivo de preocupação, pois com as crescentes exigências da sociedade e da legislação, pode-se sofrer sanções dos mais variados tipos.
Por isso é importante que nas empresas existam profissionais familiarizados com o tema, capazes de orientar decisões e evitar problemas. Por entender desta forma a ESPM montou este novo curso objetivando oferecer aos profissionais de embalagem uma visão qualificada e atualizada sobre a sustentabilidade.

Bruno Rufato Pereira
Professor do Núcleo de Estudos da Embalagem ESPM
Gerente de Sustentabilide e Embalagens Alimentícias para Plásticos Básicos na DOW

 



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